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domingo, 20 de abril de 2014

Descoberta da NASA, Kepler 186-f, planeta do tamanho da Terra pode haver vida

           
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             Por meio do telescópio espacial Kepler, a NASA identificou um astro muito semelhante ao planeta Terra.

             Batizado de Kepler-186f, é o primeiro planeta confirmado a ter o tamanho da Terra e estar localizado na zona habitável de outra estrela. Isso significa que o novo astro tem o tamanho ideal e a distância correta de seu sol para que possa apresentar características similares as de nosso planeta, inclusive vida.

             Essa descoberta provém de resultados da análise de dados que foram coletados pelo Kepler, entre março de 2009 e maio de 2013. Nesse período, os outros planetas, observados e descobertos eram muito grandes, o que gera indício de sua composição gasosa, ou estavam perto ou longe demais da estrela mais próxima, dificultando assim a existência de água na superfície.

             Os planetas descobertos anteriormente em zonas habitáveis eram 40% maiores que o nosso planeta. Porém, o Kepler-186f conta com uma diferença de apenas 10% em relação a Terra. Além disso, os cientistas já sabem que o planeta leva 130 dias para completar a órbita em torno de sua estrela e recebe um terço a menos de luz do que a Terra.

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             Os pesquisadores também constataram que o novo astro órbita uma estrela anã-vermelha, que é menor, mais fria e menos brilhante do que o sol. O planeta situa-se a exatamente 500 anos-luz de distância, sendo considerado um primo distante da Terra.

             Mas apesar de estar na zona habitável não significa que é habitável. A temperatura no planeta depende muito do tipo de atmosfera que ele tem. Porém a atmosfera do Kepler-186f ainda é totalmente desconhecida. O telescópio espacial não possui tecnologia suficiente para detectar se as condições atmosféricas são ideais para a presença de água e para que as temperaturas sejam toleráveis para haver vida como a conhecemos.


             Dica da Marcella
             Pratique o bem, plante e faça uma ótima colheita

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Cientistas identificam grãos de zircão, considerado o mineral mais antigo da crosta terrestre

         
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             Um grão microscópico revela detalhes sobre a "infância" do nosso planeta e de como ele se tornou propício a vida, revelado por cientistas, o mineral foi datado de 4,4 bilhões de anos de idade.

             A descoberta prova que, após o seu surgimento, a Terra se manteve como uma bola indomável por um oceano de magma por um período de tempo mais curto, contrariando o que se pensava anteriormente.

             Acredita-se que a Terra tenha se formado por volta de 4,5 bilhões de anos atrás. Mas pouco se sabe sobre seus primeiros anos, particularmente quando se tornou fria o suficiente para que a crosta terrestre pudesse se solidificar a partir da rocha fundida e para que a água se formasse.

            Alguns cientistas afirmam que teriam sido necessários 600 milhões de anos para o resfriamento. Mas a descoberta, nas últimas décadas, de cristais de zircão, alguns datados de 4,4 bilhões de anos, pôs em dúvida essa teoria, mesmo que a determinação da idade dos minerais não seja conclusiva.

            De acordo com o novo estudo, publicado neste domingo (24), na revista científica "Nature Geoscience", confirma que os grãos de zircão coletados na região de Jack Hills, Austrália, cristalizaram-se na época da formação da crosta terrestre, há 4,374 bilhões de anos, segundo seus atores.

            Essa datação é 160 milhões de anos após a criação da Terra e de outros planetas do nosso Sistema Solar, bem mais cedo do que se acreditava anteriormente. Segundo um comunicado de impressa.

            As descobertas fortalecem a teoria de uma "Terra primitiva fria", com temperaturas baixas o suficiente para permitir que a água em estado líquido, oceanos e uma hidrosfera- massa combinada de água no planeta - se formassem não muito tempo depois da crosta, período conhecido como Hadeano.

             O estudo foi realizado com uma nova técnica, conhecida como tomografia de sonda atômica, que é capaz de determinar com precisão a idade do minúsculo fragmento mineral ao medir átomos individuais de chumbo contidos nele.

             Devido a sua durabilidade, o zircão pode resistir a bilhões de anos de erosão e permanecer quimicamente intacto, contento uma riqueza e informação geológica. Ele foi encontrado armazenado em rochas mais jovens e até mesmo na areia.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Fóssil de grande felino é encontrado no Tibet

           
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             Um crânio fossilizado encontrado na região tibetana do Himalaia, sugere que o mesmo seja um ancestral direto dos felinos atuais de grande porte. Batizada de Panthera blytheae, pode ter vivido na Terra há quase 6 milhões de anos.

             A descoberta, deixou para traz outros registros fósseis de épocas mais recentes, considerando a ideia que os felinos evoluíram na Ásia e não na África, onde o fóssil anterior, mais antigo, havia sido encontrado.

             De acordo com os pesquisadores, a espécie felina, fossilizada, teria vivido entre 4 a quase 6 milhões de anos atrás em regiões frias do Himalaia.

             A equipe encontrou o crânio fossilizado sob um monte de ossos, que incluía partes de um antílope e os membros de um cavalo.

             O tamanho do animal pode ser comparado ao tamanho de um leopardo-nebuloso, que pode variar de 16 a 23 quilos. Para se ter uma ideia das dimensões do ancestral felino, ele seria como um grande gato.

             A equipe que encontrou o fóssil, é liderada por Jack Tseng, pós doutorando do Museu Americano de História Natural, em Nova York.

             Baseado no desgaste dos dentes contidos na mandíbula do crânio, o animal certamente caçava como os leopardos-da-neve modernos, explicando o pesquisador, que os dentes da frente são mais desgastados.

             Segundo Tseng, o motivo para essa característica é que a espécie usava seus dentes frontais para levar a caça arrastada para alguma toca ou que eles caçavam em áreas muito arenosas. Contudo os dentes de trás, permaneciam mais fortes para cortar tecidos moles. O pesquisador ainda afirmou que o felino teria uma testa larga, associada a uma cavidade sinusal expandida na cabeça, sendo uma adaptação adequada aos ambientes frios para aquecer o ar respirado.

             Os estudos do genoma dos felinos grandes atuais sugerem que eles descenderam de um ancestral comum, contudo, o mais antigo fóssil deste grupo de animais tinha sido encontrado na Tanzânia, datando de 3,6 milhões de anos, enquanto o achado pela equipe de Tseng, data de 4,10 a 5,95 milhões de anos.

             Anjali Goswami, paleobiólogo da Universidade de Londres, afirma que a descoberta de Tseng é bem mais consistente em relação as estimativas moleculares. Por conta que, as descendências estimadas para os Pantherines têm sido baseadas até agora em materiais muito fragmentados. Não sendo o caso da nova descoberta, com uma espécie bem preservada, podemos ter mais confiança no resultado.

             O novo fóssil sugere que foi na Ásia e não como muitos criam, na África, onde a subfamília Panthera, incluindo leões, onças, tigres, leopardos, leopardos-da-neve, leopardos-nebulosos, derivou também o restante da árvore genealógica da família Felinae, que inclui pumas, linces e os gatos domésticos.
           

terça-feira, 16 de julho de 2013

Exoplaneta, HD 189733b

       
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           O telescópio espacial Hubble, da Nasa, descobriu recentemente a cor de um exoplaneta, que dista a 63 anos luz do nosso planeta. O HD 189733b, que orbita a estrela HD 189733, apresenta particularidades curiosas: além de revelar à vista humana, sua cor azul cobalto, o planeta é constantemente castigado por tempestades de vidro, enquanto mantém a superfície constantemente voltada para a estrela, aquecida a mais de 1.000ºC.
           E é justamente esta temperatura que causa os estranhos fenômenos meteorológicos. Como a atmosfera é cheia de partículas de silicato, quando as mesmas se condensam diante da altíssima temperatura, o resultado disto são inúmeros nacos de vidro, despencando do céu a uma velocidade surpreendente, a mais de 7,2 mil quilômetros por hora.
          O exoplaneta já é conhecido dos cientistas, desde seu primeiro vislumbre em 2005, quando a órbita incomum, foi identificada. Posicionado a 4,7 milhões de quilômetros da estrela HD 189733, o exoplaneta mantém sempre a mesma face voltada para o seu sol, o que para os cientistas vem a explicar a violência dos ventos que varrem constantemente sua superfície.
          Apesar da semelhança com o planeta Terra, quando vista do espaço, o exoplaneta com certeza não serviria como um novo lar para a humanidade. Entretanto é a sua superfície hostil que lhe confere a cor azul cobalto, detectado por um processo que pode nos servir para encontrar novos lares universo afora.
          Ocorre que os pequenos fragmentos de vidros refletem mais o azul do que o vermelho no espectro visível da luz. Frederic Pont, um dos cientistas da Universidade de Exeter, Reino Unido, explica que mediu as alterações luminosas do planeta antes, durante e depois de sua passagem pela estrela.
          "Percebemos que a luz se tornou menos brilhante na faixa do azul, mas não no verde ou no vermelho. A luz estava faltando no azul, mas não no vermelho quando ele estava escondido. Isso significa que o objeto desaparecido era o azul".
           A esperança para os cientistas é de que agora em diante o sistema sirva para identificar planetas semelhantes a Terra, com o azul indicando a possível presença de condições atmosféricas favoráveis a vida terrestre.
           A Nasa planeja em 2017, lançar o telescópio espacial TESS, afim de efetuar novas buscas.


           O Universo, uma grande fronteira para ser decifrada pelos cientistas, enormes descobertas a cada dia. Quem sabe um dia possamos pisar em um outro planeta parecido com o nosso, mas temos também que cuidar deste nosso lar, a nossa querida Terra.